31 de maio de 2022
As competências das organizações azuis
As empresas na era digital terão que competir de uma maneira diferente. Muitas das características que no passado eram bons preditores de que uma organização seria bem-sucedida e perduraria no tempo já não são suficientes.
As 8 principais competências das organizações azuis e a digitalização das empresas
Identificamos uma série de características essenciais de um novo tipo de empresa, melhor equipada para os novos cenários competitivos. Esses novos líderes que possuem essas características são as organizações azuis.
Dividimos as 8 competências em dois grupos: As que determinam o que a empresa é, sua essência (centrada no propósito, simples, celular, positiva com o talento); e as que determinam como a empresa atua (disruptiva, responsiva, obcecada com o cliente, conectada).
- Focados no propósito
As organizações azuis têm uma razão de ser e um rumo estratégico permanentemente atualizados e compartilhados pelas pessoas da organização, que servem de guia na tomada de decisões. Precisamos que o propósito seja nosso guia de atuação, que deve mover à ação, ser transformador, ambicioso, desafiador, apaixonante; o propósito é a declaração da transformação que a empresa quer provocar no mundo. - Simples
Para responder a essas exigências de agilidade e para conter o custo da complexidade, as organizações azuis buscam de maneira incansável a simplificação. A simplicidade é uma regra de ouro extraordinária para ter sucesso nos negócios e na vida. As organizações azuis buscam incansavelmente simplificar as diferentes dimensões de seu negócio, sabendo que, ao reduzir a complexidade da organização, tornam possíveis níveis de agilidade e conexão com os clientes e colaboradores que são impossíveis em empresas complexas. - Celular
As organizações azuis se organizam de maneira que transcendem a organização hierárquica tradicional. Estruturam-se em células, equipes autogerenciadas orientadas a missões, além dos projetos. As estruturas precisam ser aliviadas e tornarem-se mais adequadas para as exigências de agilidade que a nova organização vai solicitar. - Positivos com o talento
As organizações azuis apostam na confiança acima do controle. O talento será escasso nos próximos anos, e as empresas que o captarem e retiverem serão aquelas que proporcionarem aos seus colaboradores níveis de autonomia e empoderamento superiores. - Obcecados pelo cliente
As organizações azuis vivem 24x7 para antecipar e satisfazer as necessidades dos colaboradores da empresa. Isso não é tão novo. O que realmente é, é ter o foco também nos clientes da empresa. Busca-se incansavelmente melhorar a experiência dos clientes através do uso inovador da tecnologia. - Disruptivos
As organizações azuis desafiam permanentemente o status quo e trabalham para incorporar à organização inovação disruptiva baseada em tecnologia. A empresa disruptiva explora o futuro enquanto explora o presente, sendo excelente tanto na inovação quanto na execução, transcendendo os modelos de negócios atuais e as fronteiras setoriais. - Conectados
As organizações azuis estão intensamente conectadas dentro e fora do negócio, capitalizam essas relações e as utilizam para agregar valor. As organizações azuis são organizações vivas, complexas, formadas por colaboradores com alto nível de autonomia, que se conectam entre si para criar valor de maneira colaborativa. São organizações com altos níveis de energia interna, orientadas permanentemente à criação de valor por meio da conexão e alinhamento permanente com seus clientes. As organizações conectadas participam de redes com clientes, parceiros e até mesmo concorrentes, para criar de maneira cooperativa novas oportunidades. Essas organizações interagem com clientes e influenciadores por meio de plataformas digitais. - Responsivos
Finalmente, as organizações azuis escutam permanentemente o que acontece no ambiente interno e externo, para detectar os sinais fracos de mudança e respondem agilmente com mudanças adaptadas e alinhadas. São organizações que têm a agilidade no sangue. Que escutam de maneira contínua, em todos os níveis da organização, os sinais fracos de mudança no ambiente competitivo, os amplificam e analisam para tomar ações de maneira proativa. As empresas responsivas são inconformistas, não aceitam o status quo do setor e buscam melhorar a posição competitiva com novas propostas de valor adaptadas às mudanças nos clientes e na tecnologia. As companhias responsivas respondem às solicitações dos clientes de forma ágil e rápida, antecipando até mesmo essas solicitações graças aos seus processos de escuta ativa.
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