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26 de outubro de 2023

A Corrida Contra o Tempo: A Evolução da Latência nas Tecnologias de Comunicação

No mundo vertiginoso das comunicações digitais, um milissegundo pode fazer a diferença entre uma experiência fluida e uma frustração palpável. Este breve intervalo de tempo, conhecido como latência, representa o atraso entre a transmissão e a recepção de um pacote de dados e tem sido uma métrica essencial na evolução das tecnologias de comunicação.

Explorando a importância da latência em nossa era digital

A latência, em sua definição mais simples, é o tempo que uma sinal leva para viajar desde sua origem até seu destino. Na era do telégrafo, a latência podia ser medida em minutos ou até mesmo horas, dependendo da distância e da eficiência do operador. Hoje, com as redes de fibra óptica e as comunicações móveis avançadas, falamos de latência em termos de milissegundos ou até mesmo microssegundos.

No entanto, a importância da latência transcende sua definição técnica. Em um mundo onde a imediatidade é valorizada, e onde as aplicações em tempo real são essenciais para muitos aspectos de nossa vida diária, a latência desempenha um papel crucial na determinação da qualidade de nossa experiência digital. Seja ao fazer uma videochamada, jogar um videogame online ou realizar uma operação crítica em um ambiente industrial, a latência pode ser a diferença entre o sucesso e o fracasso.

Neste artigo, embarcaremos em uma viagem através do tempo para explorar como a latência evoluiu nas diferentes tecnologias de comunicação, desde as primeiras conexões com fio até as redes sem fio ultrarrápidas de hoje. Analisaremos como essa métrica, muitas vezes negligenciada, tem sido e continua sendo um pilar fundamental na transformação de nossa sociedade conectada.

A latência na história das comunicações

Comunicações com fio:
A história das comunicações com fio começou com o telégrafo, uma tecnologia revolucionária que permitiu a transmissão de mensagens a grandes distâncias. Apesar de sua inovação, a latência era notável. Uma mensagem podia levar horas, ou até dias, para chegar ao seu destino, dependendo da distância e das condições. Com a chegada do telefone, a latência foi significativamente reduzida, permitindo conversas em tempo quase real.

A evolução continuou com o surgimento da rede PSTN (Public Switched Telephone Network) e posteriormente com as tecnologias DSL e Cabo, que levaram a internet para lares em todo o mundo. Cada avanço tecnológico buscou reduzir ainda mais a latência, melhorando a qualidade e a velocidade das comunicações.

A fibra óptica marcou um marco nessa evolução. Capaz de transmitir dados à velocidade da luz, essa tecnologia reduziu drasticamente a latência e permitiu comunicações instantâneas a nível global, abrindo caminho para aplicações em tempo real, streaming de alta definição e muito mais.

Comunicações sem fio:
As comunicações sem fio começaram com o rádio, uma tecnologia que permitiu a transmissão de voz e música sem a necessidade de cabos. Embora revolucionário, o rádio tinha sua própria latência, influenciada por fatores como a distância e as interferências.

Com a evolução das tecnologias móveis, desde 2G até 5G, a latência tem sido um fator crítico em seu desenvolvimento. Cada nova geração buscou oferecer velocidades de transmissão mais rápidas e latências mais baixas. O 5G, em particular, promete latências de apenas alguns milissegundos, o que abre a porta para aplicações como realidade virtual em tempo real, condução autônoma e telemedicina avançada.

É fascinante observar como, ao longo da história, a latência tem sido uma métrica constante de melhoria. Desde os dias do telégrafo até a era do 5G, a busca por reduzir a latência tem impulsionado a inovação e transformado a forma como nos comunicamos e conectamos.

Interior

Fatores que afetam a latência

A latência nas comunicações não é um fenômeno isolado, mas o resultado de múltiplos fatores que interagem na transmissão de dados. Para compreender a fundo o conceito e como melhorá-lo, é essencial conhecer esses fatores:

  • Distância física: Este é um dos fatores mais intuitivos. Quanto mais longe estiver o destino da fonte de dados, maior será a latência. Nas redes de fibra óptica, por exemplo, a informação viaja a uma fração da velocidade da luz, mas mesmo nessa velocidade, a distância pode introduzir atrasos significativos em comunicações intercontinentais.
  • Congestionamento da rede: Imagine uma estrada lotada na hora do rush. De maneira semelhante, quando muitos pacotes de dados tentam viajar por uma rota particular em uma rede, ocorre congestionamento. Esse congestionamento pode retardar a transmissão de dados e aumentar a latência. É por isso que às vezes experimentamos conexões mais lentas durante "horas de pico" de uso da internet.
  • Capacidade de processamento dos dispositivos: Cada nó ou dispositivo pelo qual passa um pacote de dados (como roteadores, switches ou servidores) precisa processar esse pacote. Se o dispositivo estiver sobrecarregado ou não tiver capacidade de processamento suficiente, pode introduzir atrasos adicionais.
  • Protocolos e algoritmos de comunicação: Os protocolos definem como os dados são enviados e recebidos em uma rede. Alguns protocolos, projetados para serem extremamente confiáveis, podem introduzir latência adicional ao exigir confirmações para cada pacote enviado. Os algoritmos, por outro lado, podem determinar a rota que um pacote deve seguir, e algumas rotas podem ser mais rápidas que outras.

Esses fatores, entre outros, combinam e interagem de maneiras complexas para determinar a latência total de uma comunicação. Ao compreender e otimizar esses fatores, é possível projetar redes e sistemas mais eficientes, capazes de oferecer latências mais baixas e experiências de usuário superiores.

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Tabelas de referência de latência por tecnologia

Para compreender realmente como a latência nas comunicações evoluiu, é útil observar dados concretos. A seguir, apresentamos duas tabelas de referência que mostram a latência típica associada a diversas tecnologias de comunicação, tanto com fio quanto sem fio:

Comunicações com fio:

Tabla 1

Comunicações sem fio:

Tabla 2

É importante mencionar que os valores apresentados são aproximados e podem variar conforme condições específicas, como a congestão da rede, a qualidade do hardware e a implementação de protocolos específicos. No entanto, esses números nos oferecem uma perspectiva clara de como, com cada avanço tecnológico, conseguimos reduzir a latência e melhorar a eficiência de nossas comunicações.

Essas tabelas refletem a incessante busca da humanidade por se comunicar de maneira mais rápida e eficiente. E, à medida que avançamos para o futuro, é provável que esses números continuem melhorando, abrindo a porta para novas possibilidades e aplicações que antes eram impensáveis.

O impacto da baixa latência em aplicações modernas

Na era digital atual, a baixa latência não é apenas um luxo técnico, mas uma necessidade imperativa para uma ampla gama de aplicações que dependem de respostas em tempo real. Vejamos como a latência influencia algumas das aplicações mais comuns e críticas de hoje:

  • Streaming de vídeo e jogos online:

A experiência do usuário ao assistir vídeos ou jogar online está diretamente relacionada com a latência. Um atraso mínimo pode resultar em buffering em vídeos ou em uma jogabilidade entrecortada em jogos, o que pode frustrar o usuário. As plataformas de streaming e os servidores de jogos se esforçam para reduzir a latência para oferecer uma experiência fluida e sem interrupções.

  • Comunicações em tempo real:

As videochamadas, VoIP e outras formas de comunicação em tempo real requerem baixa latência para funcionar corretamente. Um atraso na transmissão de voz ou vídeo pode tornar as conversas difíceis ou desconfortáveis, afetando a qualidade da comunicação.

  • Aplicações críticas:

Em campos como a telemedicina ou a condução autônoma, a latência não é apenas uma questão de comodidade, mas de segurança. Na telemedicina, por exemplo, um atraso na transmissão de dados médicos pode afetar a qualidade do atendimento ao paciente. No caso dos veículos autônomos, uma alta latência poderia resultar em decisões tardias, com possíveis consequências graves.

  • IoT e dispositivos conectados:

Com a crescente proliferação de dispositivos conectados em casa e na indústria, a latência se torna um fator crucial. Seja para controlar a iluminação de uma casa ou para monitorar uma linha de produção, a capacidade de receber e processar dados rapidamente é essencial.

A latência, portanto, não é apenas um número em uma folha de especificações. É uma métrica que tem implicações reais e tangíveis na forma como interagimos com a tecnologia e em como isso impacta nossa vida diária. À medida que os aplicativos se tornam mais sofisticados e dependentes da conectividade, a necessidade de reduzir a latência e melhorar a eficiência das comunicações torna-se ainda mais premente.

Interior

Avanços tecnológicos para reduzir a latência

Com a crescente demanda por aplicativos em tempo real, a indústria respondeu com uma série de avanços tecnológicos destinados a abordar e minimizar a latência. Essas soluções vão além de simplesmente melhorar a velocidade de transmissão; elas se concentram em otimizar todo o ecossistema de comunicações.

  • Redes Definidas por Software (SDN):
    SDN permite aos administradores de rede gerenciar o tráfego de rede de maneira centralizada. Isso significa que podem direcionar o tráfego de maneira eficiente, evitando áreas congestionadas e selecionando as rotas mais rápidas, o que por sua vez reduz a latência.

  • Computação na borda (Edge Computing):
    Em vez de enviar dados para um centro de dados central para processamento, a computação na borda processa os dados o mais próximo possível da fonte. Isso é especialmente útil em aplicações IoT, onde a latência pode ser reduzida significativamente ao processar dados localmente.

  • Protocolos de Transmissão Modernos:
    Protocolos como HTTP/3 e QUIC são projetados para melhorar a velocidade de transmissão de dados e reduzir a latência. Esses protocolos utilizam técnicas como a multiplexação e a transmissão em paralelo para acelerar a entrega de dados.

  • Redes 5G:
    Além de oferecer velocidades de transmissão mais rápidas, o 5G é projetado com uma latência extremamente baixa em mente. Isso o torna ideal para aplicações em tempo real, como jogos online e veículos autônomos.

  • Tecnologias WAN modernas:
    Soluções como SD-WAN permitem que as organizações otimizem o tráfego entre locais, o que pode melhorar a latência e a qualidade da conexão.

Esses avanços, juntamente com outros em desenvolvimento, representam a vanguarda das comunicações modernas. À medida que a demanda por aplicações em tempo real continua crescendo, é provável que vejamos ainda mais inovações centradas na redução da latência e na melhoria da qualidade das comunicações.

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Conclusões

A latência, essa fração de segundo que muitas vezes damos como certa, é o pulso subjacente de nossas comunicações digitais. À medida que avançamos na história tecnológica, a constante busca por minimizar a latência tem sido um reflexo do desejo humano de se comunicar de maneira mais rápida, eficiente e eficaz.

Desde os primeiros sinais do telégrafo até as comunicações ultrarrápidas 5G de hoje, percorremos um longo caminho. Cada avanço foi um passo em direção à eliminação de barreiras, aproximando pessoas e dispositivos de formas antes impensáveis. A latência zero, embora talvez nunca seja uma realidade absoluta, continua sendo um objetivo aspiracional que impulsiona a inovação.

No entanto, além da tecnologia, é essencial reconhecer o impacto real da latência em nossas vidas cotidianas e profissionais. Em um mundo onde cada milissegundo conta, desde transações financeiras até cirurgias remotas, a latência desempenha um papel crucial na determinação da qualidade, eficiência e segurança de inúmeras operações.

Olhando para o futuro, é evidente que a contínua otimização da latência será essencial para desbloquear o verdadeiro potencial da próxima geração de aplicativos e tecnologias. Nesta jornada constante de melhoria, cada redução na latência nos aproxima um passo mais de um mundo mais conectado e responsivo.

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