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12 de abril de 2023

Como projetar um sistema de IoT seguro: melhores práticas e ferramentas de segurança

O auge da Internet das Coisas (IoT) transformou radicalmente a forma como interagimos com o mundo.

Com a introdução de uma ampla gama de dispositivos, desde wearables até soluções de automação residencial, passando por sistemas de gestão de frotas de veículos, a IoT nos permitiu controlar e otimizar processos de uma maneira nunca antes vista. No entanto, esse rápido crescimento também levou ao surgimento de novos riscos e vulnerabilidades em termos de segurança, o que tornou um desafio o design de sistemas IoT seguros.

Neste artigo, exploraremos como projetar um sistema IoT seguro, as melhores práticas e ferramentas de segurança e também abordaremos as plataformas IoT disponíveis em serviços na nuvem como AWS (Amazon Web Services) e Azure.

Avaliação e análise de riscos

O primeiro passo para projetar um sistema seguro é realizar uma avaliação exaustiva dos riscos potenciais e vulnerabilidades.

Neste ponto, devem-se identificar e classificar os diferentes tipos de ameaças que podem afetar o sistema, sejam ataques físicos, ataques à rede, acesso não autorizado ou manipulação de dados.

Uma vez identificadas as ameaças, é fundamental priorizá-las com base em sua gravidade e probabilidade, e desenvolver estratégias de mitigação adequadas.

Segurança em camadas

O design de um sistema seguro requer a adoção de uma abordagem de segurança em camadas, implementando mecanismos de proteção em todos os níveis do sistema, desde a segurança física dos dispositivos até a proteção das comunicações e a gestão de acesso aos dados.

Security

Uma abordagem em camadas aumenta a dificuldade para que os atacantes consigam comprometer o sistema e garante que, se uma das camadas for vulnerada, o impacto seja contido.

Princípio do menor privilégio

Outro conceito chave no design de sistemas seguros é o princípio do menor privilégio, de forma que cada componente do sistema recebe apenas as permissões necessárias para realizar suas funções.

Ao limitar o acesso e as permissões de cada componente, reduz-se o risco de que um atacante possa comprometer todo o sistema se conseguir acessar uma parte dele.

Autenticação e autorização robustas

A autenticação e a autorização são dois pilares fundamentais na segurança de qualquer sistema.

A autenticação garante que apenas dispositivos e usuários autorizados possam acessar o sistema, enquanto a autorização determina quais ações podem ser realizadas uma vez que tenham acessado.

É importante empregar métodos de autenticação sólidos, como o uso de certificados digitais nos dispositivos e a autenticação multifator para os usuários, protegendo assim o acesso aos serviços e aplicações do sistema.

Criptografia de dados

A criptografia é uma ferramenta essencial para proteger a confidencialidade e integridade dos dados.

Os dados, tanto em trânsito quanto em repouso, devem estar criptografados utilizando algoritmos e protocolos de criptografia robustos para garantir que não possam ser interceptados ou manipulados por atacantes.

É fundamental gerenciar adequadamente as chaves de criptografia e garantir sua rotação periódica para minimizar o risco de comprometimento.

Edge

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Segurança das comunicações

Os sistemas IoT dependem em grande medida das comunicações entre dispositivos e serviços na nuvem.

É essencial proteger as comunicações utilizando protocolos seguros como TLS/SSL e garantir que as conexões sejam realizadas apenas com serviços e dispositivos confiáveis.

Devem ser implementados mecanismos de prevenção de ataques de intermediários (Man-in-the-Middle), como a verificação de certificados e o uso de redes privadas virtuais (VPN).

Integração de segurança em todo o ciclo de vida do produto

A segurança deve estar integrada em todo o ciclo de vida do produto e deve ser considerada de forma global, desde a etapa de design e desenvolvimento, até a implementação, manutenção e desativação.

É crítico abordar corretamente aspectos como o design seguro de hardware e software, a avaliação da cadeia de suprimentos, a incorporação da segurança no processo de desenvolvimento (DevSecOps) e o planejamento para o fim da vida útil do dispositivo.

Atualizações e patches de segurança

O ponto anterior leva às atualizações contínuas dos componentes tanto a nível de dispositivo quanto de infraestrutura na nuvem.

Todos os elementos do sistema devem ser mantidos atualizados com as últimas versões e patches de segurança para reduzir o risco de vulnerabilidades conhecidas.

É importante estabelecer um processo de atualização seguro e eficiente que permita a distribuição rápida de patches e atualizações sem interrupções do serviço.

Adoção de padrões e frameworks de referência

Existem vários padrões e frameworks de referência na indústria que têm como objetivo melhorar a segurança dos sistemas IoT.

Esses frameworks fornecem diretrizes e melhores práticas para ajudar as organizações a identificar, avaliar e mitigar os riscos associados à adoção de tecnologias IoT em suas operações.

Seu uso facilita a comunicação e colaboração entre as diferentes partes interessadas durante o desenvolvimento de um projeto.

Entre os mais reconhecidos estão o NIST Cybersecurity Framework, o OWASP IoT Security Top Ten e a ISO/IEC 27001.

O NIST Cybersecurity Framework (CSF) é um conjunto de padrões, diretrizes e práticas recomendadas desenvolvido pelo Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia (NIST) dos Estados Unidos.

O CSF se concentra em cinco funções principais: identificar, proteger, detectar, responder e recuperar. Ao seguir essas funções, as organizações podem abordar a cibersegurança de maneira integral e adaptativa, melhorando a resiliência de seus sistemas IoT.

O OWASP IoT Security Top Ten é uma lista das dez vulnerabilidades e riscos de segurança mais críticos em dispositivos IoT, desenvolvida pelo Projeto Aberto de Segurança em Aplicações Web (OWASP).

Evolución

Este marco fornece informações e orientações específicas para abordar os riscos e ameaças mais comuns em ambientes IoT.

Ao prestar atenção a essas vulnerabilidades, as organizações podem priorizar seus esforços de segurança e garantir uma proteção mais eficiente de seus dispositivos e sistemas IoT.

A ISO/IEC 27001 é uma norma internacional que estabelece os requisitos para um Sistema de Gestão de Segurança da Informação (SGSI).

A adoção dessa norma permite implementar uma abordagem sistemática e contínua para gerenciar a segurança da informação, incluindo os aspectos relacionados aos sistemas IoT.

Ao seguir os requisitos da ISO/IEC 27001, as empresas podem identificar, avaliar e tratar os riscos de segurança da informação, e demonstrar às suas partes interessadas que possuem um sólido marco de segurança.

Plataformas IoT na AWS e Azure

Amazon Web Services (AWS) e Microsoft Azure oferecem soluções de plataforma IoT que simplificam o desenvolvimento, implementação e gestão de sistemas seguros.

Essas plataformas fornecem serviços e ferramentas que abordam os aspectos-chave da segurança, como a autenticação, a criptografia e a gestão de acesso.

AWS IoT Core e Azure IoT Hub são dois exemplos de serviços que permitem a conexão segura de dispositivos à nuvem, a gestão de acesso e o processamento de dados em tempo real.

Ambas as plataformas oferecem serviços complementares para abordar outros aspectos da segurança, como a análise de ameaças e a monitorização da segurança em tempo real.

Colaboração com parceiros especializados

O desenho e a implementação de sistemas IoT seguros podem ser uma tarefa complexa que requer conhecimentos especializados em diversas áreas da cibersegurança.

Trabalhar com parceiros especializados, como a SEIDOR, pode ajudar a garantir que sejam adotadas as melhores práticas e utilizadas as ferramentas de segurança adequadas em cada etapa do processo.

Essa colaboração pode trazer experiência em áreas como a avaliação de riscos, a arquitetura de segurança, a implementação de mecanismos de proteção e a monitorização e resposta a incidentes de segurança.

A SEIDOR fornece, além disso, o apoio necessário na seleção e integração de soluções e serviços na nuvem, tanto na Amazon Web Services (AWS) quanto na Microsoft Azure.

IOT

Integração de IoT com CRM, ERP e sistemas corporativos

Muitas empresas começam a jornada de IoT transformando seus produtos em dispositivos conectados, mas sem ter clareza sobre as paradas dessa jornada. Mas além disso, como continuar a jornada? Quais devem ser os próximos passos para maximizar os benefícios (e o ROI) do sistema IoT?

Formação e conscientização em segurança

Finalmente, a formação e conscientização em segurança desempenham um papel crucial na prevenção de ameaças e ataques aos sistemas IoT.

Os funcionários e usuários devem estar informados sobre as implicações de segurança, as práticas recomendadas e como reconhecer e responder a possíveis ameaças.

A implementação de programas de capacitação e conscientização em segurança é um investimento valioso que pode ajudar a prevenir incidentes e minimizar o impacto daqueles que ocorram.

Conclusão

Projetar um sistema IoT seguro é essencial para garantir a proteção dos dados e a funcionalidade dos dispositivos em um mundo cada vez mais interconectado.

Implementar as melhores práticas e ferramentas de segurança, como a autenticação robusta, a criptografia de dados e a segurança em camadas, é fundamental para abordar os riscos e vulnerabilidades associados à IoT.

A colaboração com parceiros especializados e o aproveitamento de plataformas IoT na AWS e Azure podem simplificar o processo de design e implementação, garantindo que sejam adotadas as medidas adequadas em cada etapa do processo.

Ao trabalhar junto a especialistas e aproveitar as capacidades das plataformas de serviços na nuvem, as organizações podem garantir a proteção e confiabilidade de seus sistemas IoT, minimizando assim os riscos de segurança e permitindo que o investimento em tecnologia IoT possa evoluir de maneira segura e eficiente.

Vale lembrar que a segurança no âmbito de IoT é uma responsabilidade compartilhada entre os desenvolvedores, fabricantes de dispositivos, provedores de serviços na nuvem e usuários finais.