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E-commerce

07 de setembro de 2023

MVP: Como abordar a estratégia digital do seu e-commerce

Empresas de diferentes setores estão adotando uma nova estratégia digital, desde fabricantes até varejistas e distribuidores, para maximizar sua rentabilidade. Embora muitas companhias sejam novas nesta área, estão explorando esta opção devido à demanda. Anteriormente, esta ideia frequentemente era considerada, mas era adiada devido à falta de conhecimento sobre custos e operações.

Como na maioria dos projetos tecnológicos, este processo consiste em duas fases. Primeiro, está o desenvolvimento do projeto em si, que se divide em conceitualização e implementação. Depois, está a implementação da plataforma e seu impacto na organização. Neste artigo, são apresentadas as principais sugestões para a primeira fase.

A conceituação do projeto da estratégia digital

O início de um projeto começa com a ideia, ou seja, a conceitualização. Embora em momentos de crise as empresas sintam a urgência de começar a vender, isso não elimina a necessidade de estabelecer uma estratégia digital a longo prazo. Em outras palavras, a empresa deve primeiro decidir qual abordagem dará ao projeto, independentemente dos agentes externos que a empurrem a fazer a mudança.
Estas são algumas questões que precisam ser resolvidas no ponto de partida:

  • Busca-se um modelo omnicanal a longo prazo em que o comércio eletrônico esteja integrado com os demais canais, para aspectos como venda cruzada, promoções ou fidelização, entre outros?
  • Qual é a proposta de valor que será apresentada ao cliente final? Este cliente final poderá iniciar um processo online e finalizá-lo no canal tradicional, ou vice-versa?
  • Como afeta a força de vendas em um cenário B2B?
  • Como isso afeta meus pontos de venda e o pessoal na loja em um cenário B2C?


A estratégia a longo prazo guiará o planejamento a curto prazo em duas áreas-chave: a escolha de ferramentas e soluções tecnológicas, e as implicações organizacionais. No entanto, antes de explorar opções, é importante entender onde se concentra o esforço técnico em um projeto de digitalização. Simplificando, este esforço se divide em quatro partes. São estas:

  1. Criação do front-end. Ou seja, as páginas web adaptáveis a diferentes dispositivos que reflitam a identidade da marca e do produto, e acompanhem a jornada do cliente.
  2. Catálogo digital. Isso implica definir produtos, variantes, o modelo de dados, atributos e imagens, assim como gerenciar o estoque e os preços.
  3. Processos próprios do comércio eletrônico. Falamos de aspectos como as promoções a serem aplicadas ou as sugestões baseadas na atividade do cliente, as integrações com métodos de pagamento e o gerenciamento de pedidos e seus diferentes estados.
  4. Conexões são sistemas internos da empresa. Esta vinculação permite o fluxo de informações diversas, como a atualização de dados de produtos, preços, estoque, mudanças nos dados de clientes, pedidos ou acompanhamento logístico, entre outros.


Se a empresa está comprometida com a digitalização, apesar de buscar objetivos a curto prazo, as soluções escolhidas não devem limitar o crescimento posterior. Nesse enfoque, é essencial escolher cuidadosamente as ferramentas que melhor se adaptem ao contexto tecnológico atual e futuro da empresa. Cada empresa é única nesse sentido, devido à sua situação tecnológica e às suas equipes e capacidades internas.

Não existem soluções universais para uma estratégia digital


Por isso, é preciso investir tempo para escolher bem. Embora pareça contraditório, dedicar pelo menos duas semanas para considerar diferentes opções pode economizar tempo e custos no futuro. É a forma de evitar decisões que não sejam benéficas para a empresa. Para romper a lacuna digital, é necessário dispor das soluções que mais se adaptem às nossas necessidades.


Por outro lado, a estratégia poderia se concentrar apenas no curto prazo. Isso significa que a intenção é estabelecer um novo canal de vendas online, seja para objetivos de curto prazo ou para controlar os custos de investimento enquanto se aprende no processo. Assume-se que haverá uma segunda fase após testar a operação e compreender melhor as implicações para a empresa. Nesses casos, é importante considerar o contrário em termos tecnológicos.


Não são priorizadas soluções que se integrem com os sistemas atuais, que mantenham processos multicanal ou que estabeleçam bases para uma evolução a longo prazo. Em vez disso, buscam-se soluções de baixo custo e rápida implementação. Isso reduzirá significativamente o esforço necessário para o desenvolvimento da solução de comércio eletrônico, em aproximadamente 50 ou 75%, já que são eliminadas integrações e reutilizados modelos de dados no catálogo e templates de design web.

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Nesta situação, há duas alternativas recomendadas:

  • Ferramentas stand-alone. As ferramentas stand-alone são soluções de comércio eletrônico configuradas previamente para o setor ou indústria da empresa. Essas soluções não se integram com os sistemas corporativos devido à priorização do custo, embora impliquem mais trabalho manual. No entanto, são adequadas para empresas com um catálogo online não muito extenso ou com pouca variabilidade de preços ou estoque constante. É importante considerar que o volume de pedidos pode determinar uma futura segunda fase com ferramentas mais integradas. Na fase inicial, o número de pedidos será baixo e poderão ser processados por meio de arquivos pela equipe logística.
  • Externalização. Este é um enfoque semelhante ao anterior. Aqui, podem ser utilizadas plataformas oferecidas por integradores ou agências digitais, ou recorrer a plataformas de terceiros como marketplaces para aprender sobre o canal. Em geral, quanto menos propriedade se tiver sobre a plataforma, menor será o custo, mas também levará mais tempo até que o canal online seja significativo em termos de resultados. Quanto menos propriedade se tiver sobre a plataforma de comércio eletrônico, mais difícil será realizar estratégias de marketing efetivas que gerem conversões rápidas no canal.


Chega o desenvolvimento do projeto


Não importa a estratégia digital, a plataforma ou o modelo organizacional, é uma boa prática usar um produto mínimo viável (MVP). Isso se refere ao lançamento daquelas funcionalidades e processos que são imprescindíveis para poder iniciar a venda ao cliente, sem ir além. Isso é comum em abordagens lean (custo mínimo, valor máximo) de gestão empresarial e na inovação do fail fast (se errarmos, que seja rápido e barato).


Mesmo em projetos de longo prazo, é útil lançar o produto cedo, geralmente de três a seis meses desde o início. Algumas empresas hesitam em fazer isso porque querem a solução mais completa para os clientes, mas isso muitas vezes atrasa a avaliação real dos clientes ou funcionários. As soluções que demoram muito tempo raramente atendem às expectativas dos clientes devido à constante evolução das expectativas nas plataformas de comércio eletrônico.


Quando se trata do desenvolvimento do projeto, planejar um ano com antecedência pode ser problemático, já que as necessidades e tecnologias mudam. Implementar características que depois se tornam inúteis e ter que adicionar novas integrações não planejadas pode ser caro. Portanto, é melhor adotar uma estratégia MVP e utilizar metodologias ágeis de desenvolvimento.


O enfoque da metodologia de desenvolvimento ágil


Para implementar uma estratégia MVP, é essencial seguir uma metodologia de desenvolvimento ágil. Sob essa abordagem, o projeto começa com uma lista de características que devem ser incluídas na plataforma. A empresa então prioriza essas características e divide o projeto em entregas completas, que são partes da plataforma desenvolvidas e testadas para aceitação pelos usuários. Essas entregas são realizadas em intervalos fixos, que geralmente duram de duas a quatro semanas e são estabelecidos desde o início.


Assim, antes de chegar ao marco do MVP, teria havido de três a seis entregas anteriores (chamadas sprints) correspondentes aos quatro blocos de desenvolvimento mencionados: frontend, catálogo, processos e integrações. Esta metodologia segue o mesmo princípio subjacente do MVP, pois permite ajustar a solução final enquanto é testada, neste caso de forma interna em cada entrega (sprint). Ao mesmo tempo, facilita a compreensão dos processos, as implicações para as equipes internas e proporciona treinamento nas primeiras etapas do projeto.


SEIDOR, um parceiro confiável para o seu negócio


É relevante destacar que a tecnologia influencia na escolha do parceiro tecnológico e do implementador. A decisão sobre a estratégia e a solução final a adotar determina se se escolhe um implementador com conhecimento interno, setorial ou tecnológico para as integrações com sistemas corporativos e futuras atualizações; ou se se valoriza mais a possibilidade de terceirizar os processos de operação, gestão e comunicação.


Em SEIDOR temos uma equipe que abrange diferentes situações mencionadas neste artigo e conta com experiência em diversos setores a nível nacional e internacional. Temos a capacidade tanto para implementar rapidamente soluções estruturais como para adotar ferramentas mais independentes.


Além disso, oferecemos serviços de operação para suas próprias ferramentas, marketplaces e toda a consequente estratégia digital. Isso se aplica tanto para operações a longo prazo quanto para abordagens mais específicas. Trabalhamos com sua organização até que ela desenvolva suas próprias habilidades e recursos para realizar as operações internamente. Entre em contato conosco agora e deixe-nos aconselhá-lo!

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