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10 de maio de 2024
O Role Playing na formação E-learning
Ensinar motivando, aprender jogando
O objetivo de toda ação formativa é conseguir que o aluno incorpore novos conhecimentos que lhe permitam desenvolver habilidades e competências relativas aos temas que está cursando. E o sucesso desse processo depende sempre da qualidade e clareza dos conteúdos, da escolha e definição por parte dos especialistas de uma boa estratégia e técnicas para transmiti-los, e do interesse e envolvimento do estudante. Sem tudo isso, o sucesso do processo é impossível.
E apesar de que a educação tradicional sempre tenha buscado e aplicado recursos para motivar e envolver, o certo é que a estratégia de grande parte dos programas docentes, baseada no uso de técnicas tradicionais como a exposição de dados e explicações fornecidas pelos professores, com consulta e leitura de referências complementares, seguida da típica prova/exame que certifica a aquisição do conhecimento, nem sempre é suficiente para motivar e reter certos alunos.
É por isso que, nesses casos, a partir da estratégia, orientada para alcançar um objetivo docente ótimo, seguindo uma linha de ação predeterminada, é necessário analisar quais outras técnicas, como conjunto de procedimentos, ações e normas para realizar tarefas concretas, podem nos ajudar a melhorar nosso objetivo.
Entre as diferentes propostas das atuais teorias educacionais, falaremos neste caso do role playing: uma dinâmica de grupo que, unindo a estratégia da simulação e a técnica do jogo de papéis, convida o participante a assumir, com base em diretrizes predefinidas, um perfil de comportamento que habitualmente não é o seu, com o objetivo de descobrir quais atitudes e reações toma frente a uma determinada situação e sua influência no desenvolvimento e desfecho desta.
Uma solução que, em nosso espaço de formação online, com o suporte dos recursos que nos oferece a plataforma LMS e a ajuda da imprescindível mão dinamizadora do tutor especialista do grupo, facilitará que o aluno assuma, através do prazer do desafio lúdico, desenvolver uma atitude positiva e motivadora em relação à aprendizagem.
Diferentes pessoas, distintas realidades
Existem inúmeras situações na atividade profissional onde saber lidar com diferentes pontos de vista é extraordinariamente vantajoso para resolver com desenvoltura situações críticas, onde o domínio das habilidades sociais e o trato interpessoal são fundamentais e imprescindíveis.
Estamos falando, por exemplo, da gestão comercial, da direção de equipes, do atendimento ao cliente, dos serviços às pessoas, etc. Atividades que implicam entender e apreciar não apenas nossa perspectiva, mas também a daquelas pessoas com quem dialogamos.
Nesses casos, é onde a utilização do role playing se mostra muito eficaz para simular situações, aprender a enfrentá-las e dar-lhes solução. Um espaço onde conseguir que o aluno se envolva e, comparando e analisando os papéis representados tanto por ele quanto por seus colegas, adquira o conhecimento que precisa para melhorar suas habilidades.
Aqui cabe destacar que, para o bom funcionamento dessa técnica, é importante conhecer e analisar previamente o perfil dos participantes, para que o especialista dinamizador possa ajustar sob medida o tom e as diretrizes a seguir dos diferentes papéis, na encenação da atividade.
Por outro lado, também devemos levar em conta que, em muitas empresas e organizações, hoje é fácil encontrar entre seus integrantes representantes de diferentes gerações –estamos falando de baby boomers, geração X, millennials e centennials– e, cada vez com mais frequência, de múltiplas procedências e diferentes realidades culturais. O que nos leva a que pessoas de diferentes idades, origens e costumes compartilhem, no âmbito desses programas de formação continuada, um mesmo espaço educativo. Algo que torna realmente difícil escolher um único modelo de discurso e estratégia que envolva igualmente um público tão variado.
Em um ambiente assim, é fácil que apareçam os individualismos. Que cada um se entrincheire em seu canto e queira fazer prevalecer sua opinião acima da dos outros. Uma atitude que provoca o desaparecimento do diálogo entre os participantes, perdendo, consequentemente, esse importantíssimo componente educativo que é a motivação do estudante.
Mas, nesse sentido, a grande vantagem da técnica do role playing é que ela oferece algo extremamente valioso: obriga os participantes a interagir entre si. Isso evita o isolamento e oferece a todos e cada um a oportunidade de se colocar no lugar dos outros, observando e abordando situações e perspectivas às quais normalmente não estão expostos.
Simulação e Aprendizagem Online
A utilização do role playing, conhecido também como jogo de papéis ou dramatização, tem sido e continua sendo muito comum em sessões presenciais de coaching, dirigidas por instrutores especialistas, para a simulação de conflitos em ambientes de trabalho. Mas a incorporação dessa técnica em formatos e-learning adota características próprias.
Utilizando ferramentas digitais, como salas de videoconferência, chats ou fóruns de debate, o role playing abre, neste novo espaço docente, dinâmicas de trabalho colaborativo em um ambiente online que, às vezes erroneamente, tem sido associado, única e exclusivamente, a um tipo de aprendizagem individual e solitária.
Para entender melhor a dinâmica desta técnica de simulação, vejamos a seguir três exemplos de possíveis atividades de role playing no âmbito de um curso online:
- Criticar um comportamento
Em videoconferência, a partir de uma determinada situação, um dos participantes representa um comportamento incorreto. O restante reage frente à sua atitude, critica e evidencia os erros cometidos através do chat. - Resolver um mistério
Apresentamos uma situação em que se desenvolveu um acontecimento que envolve um mistério não resolvido. Descrevemos o cenário e os personagens que intervêm. Em seguida, é atribuído a cada um dos participantes um papel. E com as informações de que dispõem, todos tentam resolver o mistério. Os resultados são publicados no fórum. E então, cada um comenta e avalia as propostas dos outros. - Uma reunião de trabalho
Anteriormente, definimos um projeto e realizamos a distribuição de papéis entre os participantes: diretor de contas, chefe de equipe, diferentes especialistas, etc. Em seguida, organizamos uma reunião de trabalho online. Fornecemos uma agenda e estabelecemos um limite de tempo. A partir daí, e através do chat, todos assumem compromissos e propõem soluções de acordo com seu papel. O objetivo: fechar a agenda incluindo a tarefa específica que cada um deverá realizar a seguir.
E este é apenas um pequeno apontamento das muitas tramas que podemos criar. O role playing é uma técnica que busca, fundamentalmente, ativar a imaginação do aluno, ajudá-lo a enfrentar os conflitos de maneira transversal e ensiná-lo a comparar e corrigir erros. A partir daqui, deixemos nossa imaginação voar.
Evidentemente, as chaves e respostas corretas a nível teórico os alunos poderão consultar e contrastar no conteúdo dos cursos, publicado na plataforma LMS. Mas estamos falando de uma estratégia de simulação, que leva à prática uma situação teórica e que recriá-la e tirar dela uma experiência pessoal é seu objetivo fundamental.
Por último, é preciso destacar que o papel do especialista docente é essencial na hora de organizar a atividade, dinamizá-la e fornecer um bom feedback aos participantes, o que encerrará em todos os casos a atividade. Além disso, como se trata de formação online, a escolha de uma utilização criativa e ativa das ferramentas digitais de comunicação será um valor fundamental para conseguir a continuidade e uma participação satisfatória do grupo.
Conclusões
Em resumo, o role playing permitirá que nossos alunos formem opiniões, saibam como chegar aos resultados através da reflexão e não deixem soluções e respostas, única e exclusivamente, nas mãos da memorização de dados. Uma excelente ferramenta que lhes permitirá treinar e obter a agilidade necessária para a correta tomada de decisões frente a situações críticas.
Portanto, se você detectar que em seus cursos de formação continuada precisa enfrentar essas melhorias, lembre-se destes quatro pontos-chave do role playing:
- Em todo processo de formação, o desafio fundamental é conseguir envolver o aluno na construção de sua própria aprendizagem.
- Saber escolher o tom e investigar novas técnicas de motivação é imprescindível e decisivo para o sucesso de seus programas de formação.
- O role playing é um recurso extremamente eficaz naquelas ações formativas que incluem o aprendizado de habilidades sociais e o trato interpessoal.
- “Diga-me e eu esquecerei, ensine-me e eu lembrarei, envolva-me e eu aprenderei”. Esta frase atribuída a Benjamin Franklin resume perfeitamente o espírito do role playing. Podemos esquecer muitas coisas, mas o que sempre lembramos é o que vivemos através da experiência.
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